sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Bíblia Sagrada

O Livro mais Antigo da Humanidade  

Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus. (Mt 4.4)



         A Bíblia começa no livro de Gênesis narrando a história da humanidade: "No princípio criou Deus os céus e a terra". Segundo a cronologia de Bill Hovey, contada em "A Bíblia Anotada", da Editora Mundo Cristão, a criação de Adão e Eva se deu por volta de 4100 a.C. O dilúvio pode ter sido em 2400 a.C. O período de 430 anos de escravidão dos judeus pelo faraó no Egito aconteceu entre 1850 e 1900 a.C. O período de reinado dos reis de Judá e Israel (Saul, Davi e Salomão) aconteceu entre 950 e 1050 a.C. Como você pode constatar, a Bíblia tem muita história para contar, além de orientações diretas para sua vida -agora e na eternidade- que podem ser encontradas em Provérbios, Eclesiastes ou nas cartas do apóstolo Paulo.
        As Escrituras Sagradas não foram escritas de uma só vez. Levou um bom tempo: mais de mil anos. Começou em torno do ano de 1250 a.C. e terminou cerca 100 anos após o nascimento de Jesus Cristo. A bem da verdade, é muito difícil precisar exatamente quando a Bíblia começou a ser escrita, pois antes disso era narrada e contada nas rodas de conversas e celebrações dos povos.  Mas antes mesmo de ser narrada e contada, ela foi vivida por muitas gerações num esforço supremo e fiel de colocar Deus na vida das pessoas e organizar a conduta dos povos de acordo com a justiça divina.
        A Biblia escrita nasceu da preocupação de não esquecer o passado. No começo, o povo não fazia distinção entre contar e escrever. O importante era a consciência comunitária, nascida a partir do contato com Deus. Como hoje nas igrejas, nós decoramos letras de cânticos. Assim era o povo antigo que decorava e transmitia as histórias, as leis, as profecias, os salmos, os provérbios e tantas outras narrativas que depois foram escritas. A Bíblia então saiu do povo de Deus, com a preocupação de reter as informações para as gerações seguintes.


Quem escreveu


       Foi gente como você e eu consagradas por Deus. Foram homens, mulheres, jovens, velhos, pais, mães de famílias, agricultores, operários de várias profissões, reis, pastores (de ovelhas), pobres, ricos, gente de todas as classes, mas todos convertidos e unidos na mesma preocupação: construir um povo irmão, em que reinassem a fé e a justiça, o amor e a fraternidade, a verdade e a fidelidade e que não houvesse nem opressor nem oprimido.
      Aproximadamente 40 homens escreveram os 66 livros da bíblia, contudo, a bíblia tem um único autor intelectual que foi o Espírito Santo de Deus. Significa dizer que os autores dos livros da bíblia não escreveram aquilo que queriam, mas o que Deus queria que eles escrevessem. No Segundo livro de Timóteo, Paulo diz que a Escritura (bíblia) é divinamente inspirada, portanto, ela é a palavra de Deus para o homem.

      Todos tiveram a sua colaboração, mas cada um do seu jeito humano. Todos foram professores e alunos, uns dos outros. Mas, como já dissemos, foram humanos, podem ter cometidos pecados graves, como foi o caso do rei Davi, que seduziu e matou, mas depois foi punido e perdoado por Deus (veja em 2 Samuel 11).


Onde foi escrita


       A bíblia não foi escrita no mesmo lugar, mas em lugares distintos e países diferentes. A Palestina (onde hoje se dá o conflito entre árabes e israelenses) foi o palco de onde saiu a maior parte das escrituras do Antigo Testamento e do Novo Testamento. Foi também por onde Jesus Cristo caminhou e nasceu a Sua igreja. Mas algumas partes do Antigo Testamento foram escritas na Babilônia, onde povo viveu em cativeiro no século 6 a.C. Outras partes foram escritas no Egito, para onde muita gente emigrou depois do cativeiro. Já o Novo Testamento tem partes que foram escritas na Síria, na Ásia menor, na Grécia e na itália, onde havia muitas comunidades fundadas ou visitadas pelo apóstolo Paulo.


Língua que foi escrita


       Os manuscritos em papiros (erva própria das margens alagadiças do rio Nilo, na África, cujas compridas folhas forneciam hastes das quais se obtinha o papiro, material sobre o qual se escrevia) ou pergaminhos (pele de cabra, de ovelha ou de outro animal, macerada em cal, raspada e polida) que deram origem à Bíblia foram escritos, basicamente, em três idiomas. A maior parte do Antigo Testamento foi escrito em hebraico ou grego. O hebraico era a língua falada na Palestina antes do cativeiro. Depois do cativeiro o povo começou a falar aramaico. Mas a Bíblia continuou a ser escrita em hebraico. E uma pequena parte do Antigo Testamento foi escrita também em aramaico.
       No tempo de Jesus Cristo o povo da Palestina falava aramaico em casa, usava o hebraico nas leituras bíblicas e o grego no comércio e na política. Quando os apóstolos se deslocaram da Palestina para pregar o Evangelho aos outros povos, eles adotaram uma tradução grega do antigo testamento, feita no Egito no século 3 a.C., pois o judeus imigrantes já não entendiam mais o hebraico nem o aramaico. 


Os livros apócrifos


      A tadução em grego chama-se Septuaginta ou Setenta. Essa lista de livros bíblicos é mais extensa do que a traduzida do hebraico. Aqui está a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Evangélica. A tradução grega dos Setenta, adotada pela Igreja Católica Apostólica Romana, há sete livros a mais no Antigo Testamento -os chamados apócrifos- a saber: Tobias, Judite, Baruc, Eclesiático, Sabedoria, Primeiro Livro de Macabeus, Segundo Livro de Macabeus. Há ainda acréscimos em algumas partes dos livros de Daniel e de Ester.


O que é realmente a Bíblia


     A Bíblia Sagrada não é um romance ou uma história que se lê e deixa-se de lado. Na verdade, parece um livro que não tem fim, pois cada vez que procedemos uma leitura descobrimos algo diferente. Isso se dá por causa da capacidade limitada que cada um de nós tem para reter informações. Por isso é um livro de consultas: há sempre o que apreender e reaprender consultando a Bíblia.
    O assunto Bíblia não é só uma doutrina sobre Deus. Por intermédio de suas páginas podemos encontrar: histórias (fascinantes os livros de Samuel e Reis), provérbios, profecias, romance (Cantares de Salomão ou Cânticos dos Cânticos - o livro sensual que registra o ramance do rei Salomão com uma sulamita), salmos, lamentações, cartas, sermões, meditações, filosofias, romances, cantos de amor, biografias, genealogias, poesias, parábolas, comparações, tratados, contratos, leis para a organização do povo, leis para o bom funcionamento da liturgia, coisas alegres e coisas tristes, fatos verdadeiros, fatos simbólicos, coisas do passado, coisas do presente, coisas do futuro, enfim uma infinidade de bons assuntos.
    Existem trechos na Bíblia que transmitem alegria, esperança, coragem e amor. Outros denunciam erros, pecados, opressão e injustiças. Mas também existem páginas escritas pelo gosto de contar uma bela história para descansar a mente do leitor e provocá-lo um sorriso de esperança.
       A Bíblia é semelhante a um álbum de fotografias de família. Quando as fotos são guardadas em uma caixa, os filhos de vez em quando despejam tudo na mesa e querem que os pais contem a história de cada foto. A Bíblia é um album de fotografias da família de Deus. Nas suas reuniões e celebrações o povo de Deus olhava as suas "fotografias" e contava as suas histórias.
Os 66 livros (cada assunto chama-se livro porque foi juntado à coleção) estão divididos em 39 do Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.


O Antigo Testamento


       Os nomes Antigo Testamento e Novo Testamento focalizam as duas grandes alianças feitas por Deus com o Seu povo: a Aliança Mosaica (Ex 24:8; Rs 23:2) e a Nova Aliança (Mt 26:28).
O Antigo Testamento registra o envolvimento de Deus com a nação de Israel, com base na aliança que fizera com os israelitas através de Moisés no monte Sinai. Em outra parte registra a criação do homem, o dilúvio, a chamada da Abraão e a formação da nação israelita através da descendência de Isaque e Jacó.
       Após o relato dos fundamentos da Aliança Mosaica, o Antigo Testamento registra a história do relacionamento entre Deus e Israel. Ao longo de todo a narrativa de seus livros há uma linha de profecias com respeito a um Libertador-Salvador que haveria de vir para a instituição de uma nova aliança. O cumprimento dessas professias é a história do Novo Testamento.
     No Antigo Testamento os livros não seguem a ordem cronológica em que os eventos registrados aconteceram. Abaixo dispomos a ordem de cronologia provável.

Genesis
Êxodo
Números
Josué
Juízes
1 Samuel
2 Samuel
1 Reis
2 Reis

Daniel
Esdras
Neenias

Levítico
Deuteronômio

Rute

Salmos
1 Crônicas, Cantares, Provébios, Eclesiastes
2 Crônicas, Obadias, Joel, Jonas, Amós, Oséias, Miquéias, Isaías,
Naum, Sofonias, Habacuque, Jeremias, Lamentações
Ezequiel
Ester, Ageu, Zacarias
Malaquias

A aproximação da Nova Aliança


       Durante o intervalo de quatrocentos anos entre o final da revelação do Antigo Testamento e a vinda de Cristo, vários eventos importantes ocorreram.
  • Os gregos, sob o comando de Alexandre, o Grande, e seus sucessores, dominaram o mundo bíblico por algum tempo.
  • Sob o comando dos macabeus, os judeus se revoltaram contra o domínio político-religioso-cultural dos gregos.
  • O império romano sucedeu ao grego e dominava o mundo bíblico na época do nascimento de Jesus Cristo.
  • A sinagoga e outras instiuições judaicas, como o sinédrio e as seitas dos fariseus e saduceus, surgiram e se devolveram durante esse período.
       Os eventos e cisrcusntâncias acima prepararam o cenário para o nascimento e o ministério de Jesus Cristo, bem como a criação e o desenvolvimento inicial de Sua Igreja.

O Novo Testamento

      Ou a Nova Aliança (veja Lucas 22.20).

    A palavra "aliança" significa ajuste, acordo ou pacto feito entre indivíduos ou grupo de indivíduos. Nesse caso, particularmente, a outra parte podia aceitar ou recusar a aliança, mas não modificá-la. É o caso do Antigo Testamento que registrou o trato de Deus com Israel, baseado na aliança outorgada através de Moisés no Monte Sinai.

     Já o Novo Testamento descreve um novo acordo entre Deus e os homens, mediado através de Jesus Cristo, estabelecendo assim a Nova Aliança (veja Ex 24:1-8; Lc 22:14-20; 2 Co 3:6-11).
     A Antiga aliança revelava a santidade de Deus no justo padrão da Lei e prometia a vinda do Redentor.
      A Nova Aliança revela a santidade de Deus em Seu justo Filho.
      O Novo Testamento consiste então dos escritos que revelam o conteúdo desta Nova Aliança.  É a mudança da Lei para a Graça concedida por nosso senhor Jesus Cristo.
     Dos 27 livros que compõe o Novo Testamento, ou a Nova Aliança, foram escritos por nove autores diferentes. Há controvérsias de quem teria escrito Hebreus. Se for comprovado que foi o apóstolo Paulo, então serão apenas oito. O período em que foram escritos é de apoximadamente 50 anos.
       Os livros obdecem a quatro divisões distintas:
  • Os quatro Evangelhos - descrevem a vida e o ministério de Jesus Cristo.
  • O livro de Atos - é a história do início da igreja e da disseminação pelo mundo greco-romano.
  • As 21 cartas (de Romanos a Judas) - o apóstolo Paulo escreveu 13 ou 14 dessas cartas. Elas foram dirigidas a igrejas e também a indivíduos. Ensinam a doutrina cristã tanto do modo formal (Romanos) quanto do modo informal (1 Coríntios e Filemon).
  • O Apocalipse - foi escrito por João. Descreve o triunfo final de Jesus Cristo e Seu povo no futuro.
      Os livros da Nova Aliança obedecem a uma cronologia mais precisa. Abaixo todos escritos depois da morte e ressureição de nosso senhor Jesus Cristo.



Tiago
Gálatas
1 e 2 Tessalonicenses
Marcos
1 Coríntios
2 Coríntios
Romanos
Lucas
Colossenses, Efésios,Felipenses, Felemon, Atos
Mateus
1 Timóteo
1 Pedro
Tito
2 Timóteo
2 Pedro
Hebreus
Judas
João
1, 2, 3 João
Apocalipse
45-50
49
51
50-60
56
57
58
60
61
60-70
63
63
65
66
66
64-68
70-80
85-90
90
90-100


Qual o propósito da bíblia?


A bíblia é um livro cristológico, isto é, desde o Gêneses ao Apocalipse, tudo aponta para Jesus Cristo. Portanto, a bíblia é um livro que tem o propósito de apresentar Jesus ao homem.

Existe algo realmente importante na bíblia para a minha vida?


A bíblia é o livro mais sábio e completo que existe. É impossível alguém se envolver com o estudo bíblico é não sofrer uma mudança de vida. Milhares e milhares de pessoas, entre elas EU, tiveram suas vidas completamente modificadas com os ensinamentos bíblicos.

E você? Quer conhecer a bíblia?

Como ler a bíblia?


Antes de ler, faça uma oração. Não sabe orar? Diga simplesmente isto: Senhor, quero conhecer a sua palavra e entender a mensagem que ela tem para a minha vida.

Leia, reflita, medite, analise cuidadosamente, envolva-se.

Tenha absoluta certeza que neste momento o próprio autor da bíblia estará ao seu lado para te ajudar a compreender aquilo que ele revela apenas aos humildes de coração.

Mateus 11:25
Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.

E o que a bíblia diz sobre Jesus?


  • Que Jesus é o filho de Deus;
  • Que  morreu na cruz do calvário, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna;
  • Que voltará para buscar a sua igreja, ou seja, aqueles que o aceitarem como seu Senhor e Salvador;
  • Que voltará também para julgar e condenar ao inferno aqueles que o rejeitarem.


"A graça do Senhor Jesus seja com todos."
São essas as últimas palavras que constam no livro do Apocalipse.
Amém! Venha, Senhor Jesus!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"CIBERESCOLA: Saberes, poderes, processos e práticas" Rádio Web

Rádio Web 

Navegando nas ondas da rádio Web

Justificativa

        A rádio é um eficiente instrumento de veiculação de idéias, socialização, interação de informações, divulgação de talentos e aprendizagem. Essa mídia ajuda a fortalecer as relações aluno/ professor e família/comunidade, podendo ser aproveitada para a elevação da auto estima através de atividades diferenciadas, que desafie o aluno a superar os limites impostos pelo desnível social existente em nosso país. A rádio pode melhorar muito a comunicação dentro da unidade escolar.

Objetivos:

 Integração entre os segmentos da comunidade escolar;
Resgate de valores através de uma programação com temas atuais do universo infantil; 
Fazer do rádio um instrumento para a consolidação de escolas realmente cidadãs;   
Contribuir para a compreensão de que o rádio é um veículo de comunicação eficiente para tornar público o trabalho educacional efetivamente realizado em cada unidade escolar;
Investir na formação de repórteres mirins (alunos do 1º ciclo do Ensino Fundamental) para que consigam comunicar em linguagem mais acessível assuntos ligados à cultura, saúde, educação e política.
Evidenciar através dos programas produzidos e apresentados por alunos e professores a interdisciplinaridade inerente ao Projeto;
Desenvolver habilidades e tendências comunicacionais dos participantes;
 Assessorar os profissionais envolvidos no projeto para que se utilizem do rádio como um instrumento eficaz de ensino;
Reconhecer crianças e adolescentes como produtores de cultura, integrando-os aos meios de comunicação, em geral ocupados por adultos;
Exercitar a comunicação oral, aperfeiçoando a objetividade e clareza de exposição do pensamento;
Favorecer a convivência e trabalho em grupo, respeitando diferenças, níveis de conhecimento e ritmos de aprendizagem de cada integrante da equipe.

Público Alvo:

          Corpo discente, corpo docente, pais e profissionais de educação,enfim todos os segmentos da comunidade escolar

Tempo de Duração

          Cada programa terá a duração de 1h, com músicas entrevistas, assuntos ligados à cultura, saúde, educação e política.


Avaliação

               Todos os envolvidos deverão fazer pesquisas constantes para saber os assuntos e programas da rádio que despertam maior interesse, transformando de forma criativa, a programação.

domingo, 20 de novembro de 2011

"CIBERESCOLA: Saberes, poderes, processos e práticas"

Projeto de Aula Wikinarua





Justificativa

        As redes sociais são um eficiente instrumento de veiculação de idéias, socialização, interação de informações, divulgação de talentos e aprendizagem. Essa mídia ajuda a fortalecer as relações aluno/ professor e família/comunidade, podendo ser aproveitada para a elevação da auto estima através de atividades diferenciadas, que desafie o aluno a superar os limites impostos pelo desnível social existente em nosso país. As redes sociais podem melhorar muito a comunicação dentro da unidade escolar.

Resumo da Atividade Desenvolvida


Apresentar aos alunos o Wikinarua ultilizando o blogmaps inserindo imagens e fotos, localizando onde estou no mapa.
       
Resultados esperados:

Integração entre os segmentos da comunidade escolar;
 Fazer das redes sociais um instrumento para a consolidação de escolas realmente cidadãs; 
Evidenciar através das redes sociais discussões apresentados por alunos e professores a interdisciplinaridade inerente ao Projeto;
Desenvolver habilidades e tendências comunicacionais dos participantes;
Assessorar os profissionais envolvidos no projeto para que se utilizem das redes sociais como um instrumento eficaz de ensino;
Reconhecer crianças e adolescentes como produtores de cultura, integrando-os aos meios de comunicação, em geral ocupados por adultos;
Favorecer a convivência e trabalho em grupo, respeitando diferenças, níveis de conhecimento e ritmos de aprendizagem de cada integrante da equipe.

Recursos Utilizados:

         Laboratório de Informática

Avaliação

               Processual e contínua, observando o interesse e desempenho de cada um, nas atividades solicitadas.


20 de Novembro Comemoração do dia da Conciência Negra

" Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Nelson Mandela

Abayomis

No Brasil, Abayomis designa bonecas de pano artesanais, muito simples, confeccionadas a partir de sobras de pano reaproveitadas, feitas apenas com nós, sem o uso de cola ou costura e com mínimo uso de ferramentas, sempre negras, possibilitam o trabalho com a identidade afro-brasileira de negros e descendentes, buscando superar as desigualdades de gênero, integrando a memória cultural brasileira. A palavra abayomi tem origem incerta, iorubá, significando aquele que traz, felicidade ou alegria. (Abayomi quer dizer encontro precioso: abay=encontro e omi=precioso) O nome é comum na África do Sul.

Conta-nos a história Africana que os negros confeccionavam Abayomis como amuleto de proteção. Em viagens para o Brasil em direção a escravidão, as mulheres rasgavam a barra da saia e faziam Abayomis para as crianças brincarem.... E já aqui como escravos, reunião-se todos os dias na senzala e confeccionavam as Abayomis pedindo saúde e Prosperidade

O trabalho com as ABAYOMIS valoriza a cultura afro contribuindo para o reconhecimento da identidade afro-brasileira estimulando a expressão criativa além de reaproveitar retalhos de tecidos.




O USO DAS MÁSCARAS

               A utilização de máscaras em cerimoniais é prática comum há milhares de anos. As máscaras são de fundamental importância nos rituais, sejam de iniciação, de passagem, ou de evocação de entidades espirituais. As máscaras apresentam-se, também, como elementos de afirmação étnica, expondo características particulares de cada grupo. Assim, existe uma enorme diversidade de formas, modelos, técnicas de confecção e aplicações. Normalmente, a máscara é apenas um dos elementos utilizados nas cerimônias e rituais, havendo a combinação com outras manifestações, como dança, música e instrumentos musicais. Aparece ainda o uso de máscaras associado a objetos de cunho animatista, como amuletos. 

A MÁSCARA NA ÁFRICA NEGRA 

                    Na África, o artífice, antes de começar a esculpir uma máscara, passa por um processo de purificação, com reza aos espíritos ancestrais e às forças divinas. Tal prática faria com que a força divina fosse transferida para a máscara durante o processo de manufatura. Se no passado era prática generalizada, o uso de máscaras rituais teve um enorme declínio nas últimas décadas. Entretanto, a manufatura e o emprego deste objetos continua sendo um aspecto fundamental na identidade de vários grupos étnicos africanos. Por isso, já existem pessoas que trabalham pela preservação deste hábito milenar. A máscaras são empregadas, basicamente, em eventos sociais e religiosos. Além de representarem os espíritos ancestrais, em alguns casos objetivam o controle de forças espirituais das comunidades para um determinado fim, sejam estas forças benéficas ou malignas.
             A matéria prima utilizada na elaboração das máscaras é diversificada. Entretanto, é a madeira a matéria prima mais comum. Isso porque os artífices acreditam que as árvores possuem uma alma, um espírito. A madeira seria interpretada como um receptáculo espiritual, sendo que parte dessa essência animista é transferida para a máscara, conferindo ao seu portador alguma espécie de poder. Na visão de muitos antropólogos, se trataria de um conjunto de forças invisíveis que atuam diretamente no controle social.

O SIMBOLISMO SAGRADO DAS MÁSCARAS AFRICANAS 

                  O significado das máscaras é muito difícil de ser compreendido pelos não-africanos, justamente porque nelas residem muitas fantasias, misticismo e magia que exprimem o modo de pensar de muitas sociedades tribais africanas.
Esses significados variam de um grupo étnico para outro, onde uma só máscara pode ter significados variados.
                 A máscara simboliza uma transformação mística; quem a veste incorpora o ser que ela representa.
Na região oeste da África, elas têm importantíssima função, por exemplo, nas festas de iniciação, aparições públicas de sociedades secretas, nos rituais de casamento, nascimento, morte e feitiçaria e nas celebrações das colheitas.
               Elas podem purificar, proteger ou assombrar, transmitindo mensagens dos espíritos para as pessoas e acompanham os homens na guerra, na caça e nos trabalhos no campo.
A função das máscaras juntamente com os trajes sagrados é fixar a atenção de todos na energia de um espírito.
               As máscaras sempre foram protagonistas indiscutíveis da arte africana.
              As "máscaras" são as formas mais conhecidas da plástica africana. Constituem síntese de elementos simbólicos mais variados se convertendo em expressões da vontade criadora do africano.

Para saber mais: Mello, Luiz Gonzaga de. “Antropologia Cultural: iniciação, teoria e temas”. Harris, Marvin. “Antropologia Cultural”. Espina Barrio, Angel B. “Manual de Antropologia Cultural”.

Educação Integral 2011

              Vejam um breve resumo do que foram as atividades da Educação Integral na Escola Classe 215  onde trabalho. "Por mais humilde que seja, um bom trabalho inspira uma sensação de vitória" . Agradeço à Deus pela graça de poder trabalhar com crianças e poder contar com apoio e ajuda de monitores tão compreensivos e ccoperadores como vcs! Valeu turminha...
 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quando se trata de Amizade!!!

Responda rápido: quantos amigos no Facebook? E no Orkut? Quantos te seguem pelo Twitter? Puxa, quanta gente! Agora, responda outra pergunta: quantos AMIGOS você tem? Se a resposta for três ou mais, acompanhe este texto.

Pai, mãe, irmão, irmã e outros parentes, não escolhemos. Uns são agraciados com famílias sólidas e bastante unidas, outros, infelizmente, conhecem o inferno em suas vidas dentro da própria casa. Diria que é pura questão de sorte ou azar.

Deixe-me criar aqui uma escala de amizade:

1. Amizade (colega) de elevador: “oi, tudo bem?”, “tudo, e você?”; “acho que chove hoje, hein?”; desculpe, mas isso não é amizade nem aqui nem na China. É o típico caso daquele seu vizinho de apartamento superlegal, mas que um “bom dia” é mais que suficiente. Número aproximado: infinitos.

2. Amizade (colega) de serviço/escola/faculdade/curso: beijinhos, abraços e apertos de mão; muita cordialidade e até alguma liberdade: tudo ilusão! Tomara que não ocorra, mas se um dia for demitido, por exemplo, você se surpreenderá com o silêncio geral dos “grandes amigos”. Número aproximado: infinitos.

3. Amizade (colega) de rede social: tudo é lindo, todos são simpáticos e felizes; vários “te curtem”, mas não sabem se você preferepetit gateau ou papaia com cassis de sobremesa. Número aproximado: 100, 1000 ou 10000 amigos dão na mesma.

4. Amizade (colega) classe C: frequentamos as mesmas rodas, temos os mesmos amigos, mas é “cada um por si, Deus por todos e o diabo que leve o último!”. Amizade comum nas igrejas. Número aproximado: de 10 a 50.

5. Amizade (amiguinho) classe B: há contato frequente, e falamos o que pensamos, não o que sentimos. Esses amigos ajudam em momentos difíceis da vida, mas de maneira pontual. Vão até certo ponto, mas param por aí. Número aproximado: de 5 a 10.

6. Amizade classe A (AMIGO): mostramos o nosso verdadeiro “eu”. Contamos tudo. Tudo mesmo. Número aproximado: 1, 2 ou 3, no máximo, e se houver algum!


Fiz essa distinção para que ninguém confunda colegas com amigos. Amigos são pessoas leais a nós e que estão prontos a se dedicarem uns aos outros, com recursos, tempo e interesse verdadeiro:

    * Recursos: amizade custa. É combustível ou passagem de ônibus a serem gastos nos encontros. Ligações telefônicas. Além da grana para o churrasco ou lanchonete. Pois é, não tem jeito, tire o escorpião do bolso, porque nada é de graça nesse mundo.

    * Tempo: amizade virtual não é a mesma coisa. É preciso contato físico, visual. Amigos se reconhecem pelos trejeitos, manias, olhares e outras coisas mais. Além disso, é importante haver um ciclo de reencontros mútuo.

    * Interesse verdadeiro: esse é o mais difícil. Ouvir, aconselhar, dizer e ouvir umas verdades nem sempre é agradável. É o ônus e, ao mesmo tempo, o grande diferencial de uma amizade de fato.

Muitas pessoas passam por nossas vidas. Umas entram e saem tão rápido que nem percebemos. Outras adquirem importância gigantesca num determinado período, mas somem também. Algumas outras, poucas, fazem diferença para nós. A essas temos que nos agarrar com os dois braços. Não podemos descartá-las por preguiça de reencontrar, por só querer receber e nada oferecer em troca ou por necessidade de ter alguém só para despejar algo. Penso sempre no pequeno príncipe: “és eternamente responsável pelo que cativas”.

Amizade é via de duas mãos. Muitos não conseguem atrair ou reter amigos pelo simples motivo de não quererem oferecer nada em troca. Uma amizade é do tamanho da mutualidade da relação. Se apenas um ligar para dar “parabéns” ou para perguntar “como vão as coisas?”, é questão de tempo para a amizade dissolver-se. Reciprocidade é fundamental.

Ficar sozinho é triste demais. Quem já morou fora ou passou uma temporada distante dos chegados sabe do que estou falando. Somos seres gregários, não fomos feitos para ficar cada um no seu quadrado. Solidão é fardo pesado.

Perfeccionistas não têm amigos. Muitos são exigentes demais consigo próprio e com outros. Não toleram nada, não se doam, nem aceitam os defeitos alheios. Não querem pagar preço algum só para ter amigos. Essas pessoas costumam viver sós, e numa carência…

Jesus e os amigos. No evangelho de João, no capítulo 15, Jesus fala algumas frases interessantes a respeito de amigos, entre elas:

“Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (v.13)

Ele mesmo nos deu grande prova de amizade, quando se entregou por nós com morte de cruz. Isso que é amigo! Em sua posição, poderia muito bem nos tratar de maneira altiva e prepotente, mas, pelo contrário, foi humilde e manso de coração. Um tremendo exemplo de como se relacionar com alguém querido.

E aí, está pronto para dar a vida por algum de seus amigos? Entende agora sobre o que estamos falando quando o assunto é amizade? Não sei você, mas mudei muito minha maneira de encarar e tratar meus amigos de um tempo para cá, tentando resgatar e valorizar pessoas especiais que passam e passaram pela minha estória. Amigos são valiosos. Não deixe ninguém na geladeira; vá hoje mesmo atrás dos seus verdadeiros amigos em qualquer lugar em que estejam.


Assédio Moral - Ninguém Merece

          
            A  imagem de um fantasma ilustra a maioria das campanhas contra a prática do Assédio Moral, personificando uma ameaça invisível, porém real no ambiente de trabalho.
             A prática do Assédio Moral é visto como um problema de saúde pública e um dos novos riscos no mundo do trabalho - devido ao alto índice de suicídios - uma preocupação presente em todas as áreas e que mobiliza gestores de empresas públicas e privadas.

          Como acontece o Assédio Moral

               A prática é reconhecida por diversos órgãos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) que a define como “o uso deliberado de força e poder contra uma pessoa, grupo ou comunidade que causa danos físicos, mentais e morais através de poder ou força psicológica gerando uma atitude discriminatória e humilhante”.
              Em sua maioria, impera em um ambiente de excessiva competetividade, sustentados por relações hierárquicas assimétricas e desiguais, que gera rivalidade entre os funcionários. “O assédio ocorre independente do sexo, idade, cor e cargo. Qualquer pessoa pode ser vitimizada”, afirma a médica da USP.
             No serviço público a situação tende a ser pior, devido às mudanças constantes de governo e nas administrações de cada setor da instituição, uma dificuldade enfrentada em todas as esferas do poder público.

Mais sobre Assédio Moral: www.assediomoral.org.br

Dicas de leitura
- Eu... vítima de assédio moral, de Rosângela Morais Antunes
- A outra face do poder, de Amália Sina